Homem mantém reféns em
ônibus na Ponte Rio Niterói

20ago2019 - Um homem foi morto nesta terça (20), após fazer reféns dentro de um ônibus na Ponte Rio-Niteroi, a informação foi confirmada pelo porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Mauro Fliess. Segundo o representante da corporação, o sequestrador estava com uma arma de brinquedo. A PM informou que, inicialmente, 37 pessoas estavam dentro do ônibus e 6 chegaram a ser liberadas antes da morte do homem.

O fato começou quando o sequestrador mandou o motorista encostar e parar na ponte para quem segue em direção ao Rio e deu ordem para que o ônibus fosse atravessado na subida do vão central.

– Temos um homem que se identificou como policial militar. Ele parou o ônibus da Galo Branco na Ponte Rio-Niterói. Ele está ameaçando jogar gasolina no ônibus, colocando os passageiros em perigo. Estamos em negociação com ele para liberar mais reféns, não sabemos qual o real propósito dele – explicou Sheila Sena, porta-voz da PRF.

Um telefone celular foi passado de dentro do veículo para os agentes da PRF. Às 6h31, um homem jogou algo pegando fogo para fora.

Às 6h38, a segunda passageira foi liberada do veículo. Mais cedo, outra mulher havia saído do veículo. Negociadores do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram às 6h53 ao local para ajudar no diálogo com o sequestrador do ônibus, segundo informações de Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar.Às 7h04, um homem saiu de dentro do veículo.

Negociadores do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram às 6h53 ao local para ajudar no diálogo com o sequestrador do ônibus, segundo informações de Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar, que afirmou ainda que a PM analisa a hipótese do sequestro do veículo ter sido premeditado. Segundo informações dos policiais militares que estão no local, o homem parece desorientado..

A linha sai do Jardim Alcântara, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, e vai até o Estácio, na região Central do Rio. Ela é a única linha que cobre os bairros do Rocha, Columbandê, Lindo Parque e Galo Branco em direção ao Rio.

Os dois sentidos da ponte ficaram fechados durante as negociações, o que causou grandes engarrafamentos nos dois sentidos.

Atualizando a notícia
Por volta de 9h, um atirador de elite que estava posicionado sobre um caminhão do Corpo de Bombeiros disparou contra o suspeito, após o homem descer do ônibus. O Coronel Mauro Fliess confirmou que o homem morreu com os disparos, e disse que nenhum dos passageiros ficou ferido. Ele comemorou a ação do atirador.

– Essa é a polícia que queremos – afirmou.

O governador do estado, Wilson Witzel
Após o desfecho do sequestro de um ônibus na Ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro, o governador do estado, Wilson Witzel, foi até o local. Ele desceu em um helicóptero e saiu comemorando o trabalho dos policiais militares envolvidos.

O governador abraçou os agentes de segurança que conseguiram negociar a soltura de reféns e também os atiradores de elite que mataram o sequestrador.

Witzel também foi até o ônibus e conversou com alguns reféns, inclusive o motorista do coletivo. Enquanto o governador conversava com os militares, os 37 passageiros que haviam se tornado reféns foram levados para a delegacia.

Pouco depois, voltou a agradecê-los pela imprensa. Ele também aproveitou para defender a liberação de abatimento de bandidos com fuzil dentro das comunidades.

– Algumas pessoas não entendem o trabalho da polícia, que tem que ser dessa forma. Se ele não fosse abatido, muitas vidas não seriam poupadas, e isso está acontecendo nas comunidades. Se a polícia puder abater quem estiver de fuzil, muitas vidas nas comunidades serão poupadas – defendeu.

O CASO
Um vigilante de 19 anos entrou no ônibus por volta das 5h30 desta terça, portando uma arma de brinquedo e um galão de gasolina. Ele se identificou como policial para poder entrar com uma arma e depois, em cima da ponte, mandou o motorista encostar e que ficasse atravessado na via.

– Temos um homem que se identificou como policial militar. Ele parou o ônibus da Galo Branco na Ponte Rio-Niterói. Ele está ameaçando jogar gasolina no ônibus, colocando os passageiros em perigo. Estamos em negociação com ele para liberar mais reféns, não sabemos qual o real propósito dele – explicou Sheila Sena, porta-voz da PRF.

Um telefone celular foi passado de dentro do veículo para os agentes da PRF. Às 6h31, um homem jogou algo pegando fogo para fora.

Negociadores do Batalhão de Operações Especiais (Bope) chegaram às 6h53 ao local para ajudar no diálogo com o sequestrador do ônibus, segundo informações de Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar. Os dois sentidos da ponte ficaram fechados durante as negociações, o que causou grandes engarrafamentos nas vias próximas aos acessos da Rio-Niterói

Por volta de 9h, um atirador de elite que estava posicionado sobre um caminhão do Corpo de Bombeiros disparou contra o suspeito, após o homem descer do ônibus. O Coronel Mauro Fliess, porta-voz da PM, confirmou que o homem morreu com os disparos, e disse que nenhum dos passageiros ficou ferido.

Opinião do presidente

O presidente Jair Bolsonaro, comentou o sequestro de um ônibus na Ponte Rio-Niterói que aconteceu na manhã desta terça (20). Segundo ele, o uso de sniper é a melhor escolha em casos como o do ônibus. O veículo, da empresa Galo Branco, vinha de São Gonçalo e tinha como destino o Centro do Rio de Janeiro.

Em entrevista, o mandatário comentou que o uso do atirador de elite poderia ter, por exemplo, evitado a morte de pessoas inocentes no caso do ônibus 174, que aconteceu no dia 12 de junho de 2000, e terminou com a morte do sequestrador e de uma refém, a professora Geísa Firmo Gonçalves.

"Resultado, foi a morte de uma professora inocente. Depois, esse vagabundo morreu dentro do camburão. Os policiais do camburão foram submetidos a júri popular. Foram absolvidos por 4 votos a 3. Quase você bota na prisão o policial que matou um marginal como aquele do sequestro do ônibus 147" – afirmou.

William, o sequestrador estaria com problemas

Foi com uma arma de brinquedo, uma de choque e garrafas com gasolina, que William Augusto Nascimento, de 20 anos, invadiu um ônibus na manhã desta terça-feira (20). Ele foi identificado como sendo o sequestrador que fez 37 reféns no veículo da linha 2520, da viação Galo Branco.

Ao entrar no ônibus, o homem teria dito que era policial. Porém a Polícia Militar informou que ele, na verdade, era um vigilante, morador de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Segundo o comandante do Batalhão de Operação Especiais (Bope), Maurílio Nunes, o sequestrador tinha um perfil psicótico. Ele disse que o homem chegou a pedir dinheiro e apontar uma arma para uma das vítimas.
– Tínhamos psicólogos no local, ele tem perfil psicótico, altos e baixos. Antes, já havia descido do ônibus e apontado para uma vítima – afirmou.

No local do crime, William usou uma máscara similar à utilizada pelo atirador que matou oito pessoas em uma escola de Suzano, no dia 13 de março. A motivação para o crime ainda é desconhecida, mas reféns contaram, que o sequestrador alegou que passava por problemas pessoais, sem detalhar quais seriam. A informação, porém, não foi confirmada pela polícia.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que esteve no local na manhã desta terça, disse que conversou com a família do sequestrador. Segundo ele, um dos parentes de William pediu desculpas pelo acontecido.

– "Um dos familiares dele me pediu desculpa. Pediu desculpas a toda a sociedade. A mãe está muito abalada. E nós vamos cuidar da família dele" – afirmou.

Diante desse fato, é inevitável não recordar de outros momentos de tensão enfrentados por quem depende do transporte público para se locomover.
Relembre alguns casos de sequestros
e assaltos listados pelo Pleno.News.

Sequestro do Ônibus 174
Um dos casos mais icônicos e lembrados até hoje aconteceu no dia 12 de junho de 2000, quando Sandro Barbosa do Nascimento, um dos sobreviventes da Chacina da Candelária (1993), sequestrou o ônibus da linha 174 (Central–Gávea), da empresa Amigos Unidos. Sandro manteve o veículo parado no Jardim Botânico durante mais de 4 horas. O sequestro terminou com a morte da professora Geisa Firmo Gonçalves, que foi usada como escudo pelo criminoso, morto posteriormente pelos policiais. O fato inspirou dois filmes lançados anos depois: o documentário Ônibus 174 (2002), do diretor José Padilha, e a ficção Última Parada 174 (2008), de Bruno Barreto.

Sequestro da Linha Trindade-Niterói
Em 2017, a Ponte Rio-Niterói foi cenário de mais um sequestro. Dessa vez envolvendo um ônibus da linha Trindade-Niterói, que continha 30 pessoas. Policiais militares e federais negociaram com o bandido, que se rendeu após 1 hora. Assim como no caso desta terça-feira, o sequestrador também usava uma arma de plástico.

Viação Galo Branco
Um ônibus da viação Galo Branco (a mesma sequestrada nesta terça) foi roubado em 1996 também na ponte Rio-Niterói. O roubo aconteceu em São Gonçalo e o veículo foi perseguido por PMs. Após uma troca de tiros, um dos ladrões perdeu o controle do coletivo, bateu em uma mureta e despencou do vão central de uma altura de 72 metros. Mergulhadores do Grupamento Marítimo conseguiram resgatar o corpo de homem branco, aparentando ter 24 anos, próximo ao local do acidente. O assaltante e o ônibus nunca foram encontrados. De acordo com as investigações, o assaltante seria filho de uma ex-cobradora.

Ônibus incendiado por bandidos
Em 2007, um grupo formado por 30 homens armados pararam um ônibus da viação Itapemirim, que fazia o trajeto Cachoeiro de Itapemirim-São Paulo, na Avenida Brasil. O veículo transportava 28 passageiros quando um dos bandidos subiu, assaltou as pessoas e depois ateou fogo na condução. 19 ficaram feridas e sete morreram. Cinco anos depois, o crime serviu de inspiração para o autor Manoel Carlos na novela Páginas da Vida, da Rede Globo. A personagem Angélica, interpretada pela atriz Cláudia Mauro, morre dentro de um ônibus queimado por assaltantes.

Assalto na Via Dutra
Dois bandidos assaltaram um ônibus da viação Unirio, que faz a linha Barra x Queimados em agosto do ano passado. Três pessoas foram baleadas pelos assaltantes, sendo que duas morreram. Um dos acusados identificado como Anderson Vetielli Salomão da Silva, de 27 anos, foi preso no início deste ano por policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Ladrão morre durante assalto
Em maio deste ano, três homens invadiram um ônibus da Viação Fagundes, que faz o trajeto Alcântara-Candelária, no centro do Rio de Janeiro. Após anunciar o assalto, um dos criminosos sofreu um infarto. Ele chegou a ser socorrido pelo motorista e encaminhado para o hospital, mas não resistiu. Os outros dois comparsas fugiram do local.

Assalto com arma de brinquedo
Dois menores assaltaram um ônibus na Zona Sul do Rio de Janeiro dizendo que iam matar quem não entregasse seus pertences. A dupla desceu perto do Botafogo Praia Shopping, mas foi seguida pelos passageiros que desconfiaram que as armas eram falsas. Os ladrões foram imobilizados e os itens roubados puderam ser recuperados.

(Pleno News)